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domingo, 1 de janeiro de 2017

ARA





ARA - Também conhecida como Altar, estava esta constelação para os gregos ligada à Titanomaquia, batalha travada entre os crônidas (filhos de Cronos), também conhecidos como titãs, e os olímpicos, comandados por Zeus. Estes, vencedores, encomendaram a construção de um altar aos Cíclopes,  diante do qual confirmaram a sua união e a disposição de manter a nova ordem imposta. Depois, então, foi o altar, como constelação, colocado nos céus. 


CRONOS   MUTILA   URANO  ( G, VASARI  E  C. GHERARDI , 1560

Após a mutilação de Urano por seu filho caçula, Cronos, os titãs (Cronos seus irmãos), se apoderaram do poder, impondo um regime cruel a todo o universo. Cronos converteu-se na realidade num déspota pior que o pai. Uniu-se à sua irmã Reia, tendo tido com ela vários filhos, que devorava assim que nascidos para evitar que se transformassem em seus sucessores, pois, segundo uma sentença oracular, um deles o destronaria. Pela ordem, foram devorados Héstia, Demeter, Hera, Hades e Poseidon. 

REIA   E   CRONOS
Diante do "canibalismo" de seu esposo, bastante desanimada, quando do nascimento de seu sexto filho, Zeus,  Reia teve uma ideia: oferecer no lugar dele, para que Cronos o devorasse, uma enorme pedra, envolta em grossos panos, certa de que ele nada perceberia. O plano de Reia teve sucesso. Cronos nada notou, fixado, como sempre, na sua função de "grande devorador". 


MÉTIS
É oportuno observar que este acontecimento mítico é uma ilustração de como os gregos valorizavam o que denominaram pelo nome de métis, o procedimento de Reia. Podemos traduzir métis como astúcia, inteligência prática, avisada, solércia, o chamado pensamento "oblíquo" dos filósofos, conceito que se opõe opondo-o à violência, ao despotismo e à arbitrariedade. Os gregos, diante da força bruta que os titãs então representavam, trouxeram para o primeiro plano de sua Mitologia esse elemento, que sempre ocupou um lugar de grande importância na sua civilização. Grandes figuras do mito grego, entre deuses e heróis, destacando-se Ulisses mais que todos dentre estes últimos,  participaram de inúmeras histórias exemplares quanto ao uso da métis.

ZEUS   E   AMALTEIA
Longe do pai, em Creta, protegido por ninfas e por demônios guerreiros (Curetes), alimentado pela cabra Amalteia, Zeus, jovem, sentido-se forte, resolveu libertar os irmãos e destronar o pai. A vitória que obteve se deve mais uma vez à astúcia. Zeus recebeu um precioso auxílio de Métis, divindade que tutelava o pensar "oblíquo". Titânida, filha de Oceano e de Tétis,  Métis forneceu a Zeus uma droga, uma espécie de vomitório, graças ao qual Cronos, ingerindo-o sem o saber, foi compelido a devolver todos os filhos que engolira (Héstia, Hera, Deméter, Poseidon e Hades). Depois de vencer o pai, Zeus teve que enfrentar os seus tios, irmãos de Cronos, senhores do universo. Nova confrontação entre a força
CÍCLOPE
primitiva que estes representavam e a inteligência dos representantes da nova ordem, que Zeus e seus irmãos doravante assumiriam. O combate foi difícil, os anos se passavam e nada. Foi preciso que Zeus recorresse a novos aliados. Fez um apelo aos Hecatônquiros (os de Cem Braços) e aos Cíclopes (os de Olho Redondo), entidades uranianas, que o ajudaram então, oferecendo-lhe estes últimos armas poderosíssimas, o trovão, o relâmpago e o raio, com os quais Zeus obteve finalmente a vitória. Este episódio é conhecido pelo nome de Titanomaquia.




TITANOMAQUIA  ( PETER  PAUL  RUBENS )


Aos poucos, Zeus conseguiu impor uma nova ordem que ia se contrapondo à dos titãs, que tinha por base a violência pura. Instauram Zeus e seus irmãos, agora donos do universo, sob a supremacia do primeiro, a noção de complexidade, noção sob a qual se resolveriam doravante as relações entre os próprios deuses e entre os humanos. A esta noção de complexidade foram também incorporadas, ao lado do uso da força bruta, certas práticas de alianças e de recompensas, uma “doutrina de poder” que dará forma à ordem olímpica, a ser observada, com as inerentes limitações e imperfeições, também pelo mundo terrestre. Os gregos levarão estas noções e procedimentos como modelo às civilizações do tempo, fixando valores e métodos de governo e de relações políticas ainda hoje presentes na vida das nações.


 A   QUEDA   DOS   TITÃS  ( CORNELIS  VAN  HAARLEM )

Pouco a pouco,  no espírito grego, os titãs  passaram a simbolizar as forças brutas em ação no cosmos, voltadas exclusivamente para a satisfação dos desejos terrestres, materiais, forças sempre em oposição às de caráter evolutivo, espirituais,  que Zeus e seus irmãos representavam. Juntamente com os Cíclopes e os Hecatônquiros, os titãs se tornaram a imagem viva da movimentação e dos entrechoques cósmicos dos primeiros tempos. Eram eles as forças selvagens, indomáveis, do mundo natural então em formação. É neste sentido que os titãs aparecem como ambiciosos, presos à materialidade, adversários do espírito, que Zeus e seus irmãos, os deuses olímpicos, tentavam impor à ordem universal. 


GUERRA   DOS  TITÃS  ( CERÂMICA )

No processo da individuação do ser humano, por uma natural analogia, passaram  os titãs a representar as forças que dentro dele se opunham a qualquer impulso evolutivo no sentido de uma espiritualização harmonizante. O combate dos olímpicos contra os titãs era, nessa perspectiva, era uma ilustração do esforço evolutivo do ser humano para sair dos planos da animalidade, da vida instintiva. Zeus, nessa mesma linha de pensamento, identificou-se assim como o modelo do elã espiritual na direção da transcendência, um impulso no sentido de superação das servidões da matéria e dos sentidos.

No seu todo, os titãs aparecem como potências primordiais, imagens da forças e das energias originais, cegas no geral, que atuam grosseiramente (a castração de Urano, Cronos devorando seus filhos etc.), que é preciso saber superar, ultrapassar, seja no sentido da criação da Lei Social, a ser observada por todos, seja no sentido de uma espiritualização progressiva que vá além daquela e que transforme as  forças brutas em ação no cosmos em forças da alma. Além do mais, os titãs representam, a par de sua luta contra o espírito, encarnando as tendência à dominação, ao despotismo, ao arbítrio, uma tendência obsessiva que muitas vezes se esconde por trás de uma desmedida ambição de melhorar a vida humana só materialmente. Este impulso está hoje, no mundo moderno, como sabemos, centrado nas várias expressões do poder da tecnocracia. 

KIRON
Outra versão sobre a origem de Ara pode ser encontrada no mito grego do centauro Kiron, pelo qual tomamos conhecimento do altar que ele erigiu para sacrificar  simbolicamente o lobo, símbolo da vida instintiva. Sempre considerado por todas as tradições como um monstro devorador, o lobo é uma das imagens mais caras a antigos cultos solares. No Egito, por exemplo, sob o aspecto negativo, o lobo representava poder destruidor do Sol, este, como sabemos, um símbolo de egos poderosos nas suas expressões mais hipertrofiadas. É este aspecto perigoso que o lobo nos é apresentado em inúmeros contos e lendas nos quais personifica a ferocidade, a gula.  É neste sentido que o lobo é a imagem arquetípica da libido insaciável nos seus vários aspectos devoradores, concretizados através de comportamentos egoístas, associais, violentos, destrutivos.  

Lembremos que as constelações do Centauro, do Lobo e do Altar, todas constelações austrais, formam um conjunto que, tendo-se em vista a sua melhor compreensão, devem ser analisadas através das
LOBO
suas várias relações. O lobo, qualquer que seja o enfoque, é sempre símbolo da vida instintiva, que deve ser controlada no ser humano pela sua razão e colocada a sua energia a serviço de um desenvolvimento progressivo da vida social, coletiva. Força vital que não pode morrer, mas que deve ser corretamente orientada, o “lobo” no ser humano tem que ser sacrificado no altar, um microcosmo catalizador do sagrado. Em direção do altar devem convergir todos os gestos litúrgicos e todas as linhas do edifício social (nossa relação com o Todo) que nos cabe levantar. É o altar uma miniatura do templo e do universo, uma síntese da totalidade. É no plano terrestre o lugar onde o sagrado deve  se condensar com maior intensidade. É no altar que o profano se torna sagrado, isto é, social, na perspectiva em que colocamos aqui esse tema. Por ficar geralmente acima do que o rodeia, o altar deve simbolizar não só ascensão como um sacrifício constante que o ser humano deve fazer para melhorar socialmente tanto a sua vida como a dos outros com os quais tem que conviver.


SANCTUARIUM
O altar se confunde com o santuário, tornando-se deste modo o lugar mais sagrado do templo. Entre os romanos, designava a palavra altar o gabinete do imperador (sanctuarium). Depois, no latim eclesiástico, passou a dar nome a um lugar recôndito, protegido, para a realização de cerimônias religiosas. Entre os judeus, o altar se confunde com o tabernáculo, santuário portátil que foi erigido no deserto e que os acompanhava em suas perambulações após o êxodo. O tabernáculo representava a morada de Deus em meio à comunidade e tinha como modelo o santuário celestial. Seu traçado simbolizava a criação, a estrutura do cosmos e a história futura do povo de Israel até a idade messiânica, ideias há muito perdidas pelos detentores do poder na moderna nação israelita. 

DIONISO
Uma terceira versão grega liga a origem desta constelação ao altar do deus Dioniso. Deus da vida selvagem, da vegetação, da vida animal, da vida florescente, das mudanças cósmicas, cíclicas, sazonais, é Dioniso a energia em operação no universo. Lembra no mundo humano a pulsão fundamental de viver que não pode ser contida, que impele toda a existência a se realizar pela a ação. Nesse sentido, aponta para o irrefreado, para tudo o que escapa  do controle racional, tudo o que é insaciável, sem inibições ou limites. Enquanto Apolo representa a ordem, o racional a serviço do espiritual, Dioniso ressalta as pressões do inconsciente que empurram para o caótico, para a auto-aniquilação, para a dissolução das formas, para um sentido involutivo por trás do qual existe sempre uma ideia de verdade e de justiça, de renovação, de metamorfose. Neste sentido, é Dioniso visto como uma divindade infernal, destrutiva das formas que não sabem se renovar.   


CULTO   DIONISÍACO  ( W.A. BOUGUEREAU , 1884 )

Os cultos de Dioniso eram celebrados no alto das montanhas, nas florestas, jamais em templos, que o deus nunca os teve. Por isso, os gregos colocaram o altar de Dioniso nos céus, entre as constelações, abaixo do “pavoroso” ferrão de Escorpião. Deus da vinha, do vinho, da renovação cíclica em todos os sentidos, Dioniso se confunde, no mito, com Shiva, com Osíris e com Hades-Plutão.
RITO  DIONISÍACO  ( CAMAFEU )
Na Astrologia, “vive” no signo de Escorpião, tendo, por isso, relação com a oitava casa. Espírito da seiva e das formas que brotam, Dioniso é o princípio e mestre da fecundidade animal e humana. É, por excelência, sob o ponto de vista social, o deus da exuberância, da liberação, da supressão das interdições e das proibições, enquanto atua como divindade que leva ao consciente, numa ascensão libertadora, as representações ligadas a pulsões mantidas inconscientes. 

Neste sentido, Dioniso é o que liberta do inferno, é o deus ctônico, representando o grande esforço do ser humano para romper, com
MISTÉRIOS  DE  ELÊUSIS
violência, a barreira que o separa dos planos superiores, espirituais, da existência. É o deus, através de sua ação, o grande gerador de comportamentos que simbolizam as forças da dissolução da personalidade, num primeiro momento, levando-a a formas regressivas e primordiais, através da orgia e do êxtase (Mistérios de Elêusis), para, a partir delas, se chegar  a outras formas renovadas de vida.  

Neste sentido, Dioniso tem íntima relação com aquilo que no ser humano é chamado pela Psicanálise de libido, matriz das pulsões que devem ser levadas ao altar do deus para que aprendamos a domesticá-las, controlá-las. A libertação destas energias pode tomar
EROS  E  PSYKHE ( BOUGUEREAU )
um caminho racional-espiritualizante ou materializante, evolutivo ou involutivo. Quando estas pulsões não são controladas, quando as mudanças e as transformações não vêm, quando são retardadas, proteladas ou “esquecidas” (sublimação, na Psicanálise), Dioniso intervém com violência, destrutivamente, chegando mesmo a causar a morte das formas, sejam humanas, consideradas individualmente, ou sociais, coletivamente. Na Astrologia, como sabemos, Dioniso atua através do planete Plutão, regente do signo de Escorpião.


HERÁCLITO
( RAFAEL  DE  SANZIO )
Heráclito, pensando certamente nos ritos orgiásticos e nas práticas omofágicas do culto dionisíaco, entendeu que Dioniso e Hades eram, no fundo, o mesmo arquétipo, atuando através de máscaras diversas. O culto de Dioniso se irradia por todo o mundo grego, mediterrâneo e asiático na medida em que ele se torna condutor e salvador das almas. Seu culto se reveste de cerimônias que têm seu ponto alto numa das quatro mânticas que aparecem na mitologia grega, a mântica mistérica ou dionisíaca; a de Apolo a profética; a erótica de Eros; e a poética das Musas.  É dentro deste jogo de relações que se sincretizam que Dioniso se confunde também com figuras como a de Attis e de Adonis (Tammuz) através dos cultos orgiásticos de Cibele, a Grande Mãe frígia, e de Ishtar (Astarte entre os gregos), deusa suméria da fecundidade.


PTOLOMEU
A constelação de Ara estende-se de 10º de Sagitário a 0º de Capricórnio, nenhuma de suas estrelas apresentando interesse astrológico. Segundo Ptolomeu, a influência de Ara como um todo tem características de Vênus e de Mercúrio, o que para mim não se ajusta nem às razões mitológicas das três versões acima apontadas nem ao nome que o próprio Ptolomeu usava para designá-la, Timiaterion (O Turíbulo,  O Incensário). Vejo mais nesta constelação influências de natureza jupiteriana e marciana, o que inclusive de ajusta melhor à tradição
AL   MIJMARAH
registrada anteriormente a Ptolomeu. O incenso tem o seu simbolismo ligado ao da fumaça que, elevando-se aos céus, significava a trajetória que a alma devia seguir, fazendo o mesmo caminho ascensional das preces. Astrologicamente, como se sabe, o incenso faz parte do simbolismo do signo de Sagitário, o que me parece caracterizar melhor as influências de Ara como jupiterianas. Não foi por acaso que os astrólogos árabes chamaram esta constelação de Al Mijmarah, O Incensário. Os latinos, por sua vez, a denominaram  de Ara Centauri, de Ara Thymiamatis e Thymale, estes dois últimos nomes fazendo referência à sua origem dionisíaca. 


HIPARCO
Além do mais, Hiparco e outros nos dão a saber que Ara, desde tempos muito remotos, havia atraído a atenção popular porque a sua aparição num céu nublado servia para que se fizessem prognósticos sobre o tempo. Ara tinha especial importância para marinheiros porque costumava aparecer em meio a trovões, relâmpagos e raios, anunciando tempestades. Em alguma tradições, por isso, Ara também é conhecida pelo nome grego de Pharos, sinal luminoso, luzeiro, farol, em grego. Zeus (Júpiter), lembremos, como divindade uraniana, luminosa, manifestava-se principalmente através de fenômenos atmosféricos, de três em especial, o trovão, o relâmpago e o raio, advindo daí os seus epítetos Brontaios (Trovejante) e Astrapaios (O que lança raios). Ara, assim, no mapa, pode ser um ponto (uma região) onde Zeus (Júpiter) “fala” conosco., onde podemos ouvir a sua voz. 

Os astrólogos latinos chamaram a constelação de Ara Centauri, de Ara Thymiamatis e Thymale, estes dois últimos nomes fazendo referência à sua origem dionisíaca. Os árabes a denominaram Al Mijmarah, O Incensário.

NIETZSCHE  ( MUNCH )
Na minha opinião, um mapa que ilustra de modo muito significativo tudo o que vai acima é o de Nietzsche, que tem o signo de Sagitário interceptado no seu Ascendente, iniciado a 28º50' de Escorpião. A figura de Dioniso aparece com grande relevância na obra do filósofo alemão como possibilidade oferecida ao ser humano de aceder, a despeito das perversões e dos excessos implícitos no seu culto, a níveis superiores de existência, de modo a eliminar as barreiras que o separam de uma vida transcendente. Os astrólogos latinos chamaram a constelação de Ara Centauri, de Ara Thymiamatis e Thymale, estes dois últimos nomes fazendo referência à sua origem dionisíaca. Os árabes a denominaram Al Mijmarah, O Incensário


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

ASTROLOGIA E SAÚDE - I

                             
HIGEIA   ( GUSTAV  KLIMT , 1862 - 1918 )
          
Saúde: estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e seu meio ambiente, mantidas sempre as suas características estruturais e funcionais dentro dos limites normais para a forma particular de vida (raça, grupo humano etc.) e para a fase  particular do seu ciclo vital.

GOYA ,  AUTORRETRATO COM
O DR. ARRIETA , 1820
Doença: é a alteração biológica do estado de saúde de um ser, manifestada por um conjunto de sintomas perceptíveis ou não. Dá-se também a essa alteração o nome de enfermidade, mal, moléstia.

Quando estamos sadios, os órgãos que compõem o nosso organismo funcionam bem, trocam mensagens entre si adequadamente. Há aquilo que chamamos de higidez. “Esquecemos” que o corpo existe (veja os conceitos de homeostasia e de entropia), tudo funciona corretamente.

Quando um órgão encarregado de executar uma função em nosso corpo não está bem, ele sobrecarrega outro, diminuindo assim a taxa de eficiência do sistema, do organismo. Entropia é o nome que damos à medida de variação ou desordem em um sistema. Sob o ponto de vista biológico, entropia é doença, o que confirma a nossa constatação de que se o nosso fim não decorre de um acidente, sempre morreremos aos poucos e aos pedaços.  Atingida uma discutível plenitude, o corpo humano começa logo depois a  definhar aos poucos, órgãos são muitas vezes extirpados e os que ficam vão deixando de trocar mensagens entre si, de cooperar uns com os outros. Ao final, nenhuma mensagem. A morte é silêncio. 




Estas noções de entropia, homeostase, de retroalimentação (feed back) e outras derivam do pensamento cibernético e são muito importantes, a meu ver, quando abordamos questões de saúde sob o ponto de vista astrológico. Imprescindível, pois, que o astrólogo se familiarize com estas noções, ampliando-as, se possível, pelo que puder ser obtido com incursões à teoria da informação, à psicologia da comunicação humana, à semântica etc., que podem ajudá-lo bastante, no que se refere às questões psicossomáticas implícitas,  quando ele se aventurar neste tema. 

A mais recuada formulação do pensamento cibernético nós a encontramos na mitologia grega. Quem o representa é a deusa Metis, uma oceânida, primeira esposa de Zeus, cujo nome lembra antecipação aos acontecimentos, planejamento, juízo avisado, precaução, astúcia, premeditação, facilidade de reprogramação.
NORBERT WIENER
Platão também usou o conceito, associando-o à arte de pilotar barcos, a arte de timonear (kubernetikós). No mundo moderno, a cibernética apareceu no final dos anos de 1940, quando o matemático americano Norbert Wiener começou a publicar os seus trabalhos. Daí para a frente, a cibernética se desenvolveu bastante, como na antiga URSS e em alguns países da Europa, associando-se a outros ramos do conhecimento humano.   

A ciência que estuda as doenças chama-se patologia. Ela considera as causas (etiologia), o mecanismo (patogenia), os seus sinais (semiologia) e os meios de combate-las (terapêutica). Determinar a natureza da doença é o diagnóstico; tirar conclusões sobre a sua evolução é o prognóstico. Tentar suprimir a causa é a profilaxia.

Quanto ao aparelho corporal, o sistema orgânico e os órgãos comprometidos, as doenças podem ser divididas em cardiovasculares, respiratórias, digestivas, geniturinárias, endócrinas, ginecológicas, obstétricas, ósseas, articulares, neurológicas, psiquiátricas, otorrinolaringológicas, oftalmológicas, pediátricas etc.

Há ainda várias maneiras de nos aproximarmos das doenças, em razão de uma filosofia que escolhemos.   Alopatia: sistema médico
que combate as doenças por meios contrários a elas. Homeopatia: sistema médico que combate as doenças por meios semelhantes a elas. Foram os homeopatas  que deram o nome alopatia (all, allo, allos, em grego, outro) à medicina clássica. A palavra foi formada por simples analogia com a palavra homeopatia. Homoiopatheia (pathein, em grego, quer dizer experimentar, suportar; homoios, semelhante) significava similitude de emoções ou de condições. No começo do século XIX, apareceu na Alemanha a palavra homöopathie, de onde passou para outros países, adquirindo um sentido diferente do que tinha no grego. Designava um método empregado no tratamento de pacientes com substâncias capazes de provocar sintomas semelhantes àqueles de sua doença.

Em muitas tradições da antiguidade, a egípcia, a hindu, a chinesa, a grega e outras, sempre se procurou considerar, ao contrário do que vigora hoje generalizadamente no mundo, o homem de modo integral, levando em consideração a sua luz e a sua sombra, seu lado racional e seu lado irracional. Desde fins do séc. XVIII, a ciência, porque soube fazer muito dinheiro, passou a reinar soberana, avocando a si o (in)discutível direito de explicar e orientar o homem. Por isso, suas preocupações acabaram se restringindo praticamente só ao lado racional do homem.  

Ora, o homem é uma unidade que tem dois lados, é consciente e inconsciente, luz e sombra, é corpo e alma, e também espírito, se quisermos. O que acontece num lado afeta o outro. Sob o ponto de vista astrológico que trazemos aqui, tudo o que se manifesta como doença no ser humano tem uma tradução psicológica, social, moral, política, semiológica e muito mais, tudo dependendo do nosso repertório de informações para abordá-la. Não se pretende aqui, é óbvio, que o astrólogo que soube transformar informações em conhecimento e bem treinado nas virtudes não só uranianas, mas, sobretudo, saturninas, substitua um profissional da área médica, longe disso. O que defendemos aqui é que a Astrologia poderá sem dúvida trazer contribuições valiosas para ajudar o homem a cuidar no geral bem melhor da sua vida e em particular da sua saúde. 

A mitologia grega possui três grandes divindades médicas: Apolo, Asclépio e Kiron


APOLO
O primeiro, Apolo, uma das doze grandes divindades olímpicas, é o deus solar da luz, do equilíbrio e da harmonia dos desejos. Representa um ideal de sabedoria que nos fala do controle da vida instintiva pela razão, colocando-se ambos, instinto e razão, a serviço da vida espiritual. É o mais influente dos deuses olímpicos e, como tal, o grande agente das purificações físicas, mentais e psíquicas, atuando na profecia e na inspiração das manifestações artísticas superiores. Era o deus da cura e da proteção contra todas as forças e influências malignas. Tinha como divisas, inscritas no frontispício do seu Oráculo, em Delfos, as máximas: nada em excesso e conhece-te a ti mesmo.

ASCLÉPIO

Asclépio, filho de Apolo, chamado pelos romanos de Esculápio, era o deus-médico de Epidauro, onde tinha o seu santuário, com um grande corpo de sacerdotes-médicos. Era conhecido como o deus-toupeira, animal que vive no interior da terra e que vê no escuro. A razão deste apelido se deve ao fato de que no centro médico do deus praticava-se a interpretação dos sonhos (oniromancia), como técnica privilegiada para se ter acesso ao inconsciente dos pacientes. Outro símbolo seu, a serpente enrolada num bastão, lembrava a vida que renascia e se renovava ininterruptamente. Em Epidauro, a cura do corpo estava condicionada à cura da mente. A isto se dava o nome de metanoia, palavra que lembra a transformação de sentimentos. Grande importância se dava também à nooterapia, prática que procurava reformar o paciente por inteiro, tanto física como psiquicamente. Associadas às diversas terapias curativas, praticavam os pacientes em Epidauro esportes, natação, canto, dança, teatro e outras atividades físicas, mentais e artísticas.


PANACEIA

Teve o deus quatro filhas: Áceso (Cuidadora), Iaso (Cura), Panaceia (Remédio Universal) e Higeia (Saúde), e dois filhos: Podalírio e Macaon, que praticavam a cirurgia. Os descendentes de Asclépio (famílias que consideravam o deus como seu grande ancestral), os chamados Asclepíades, foram todos profissionais da arte médica. O mais famoso dos Asclepíades foi o grande Hipócrates, figura histórica, considerado o Pai da Medicina.


KIRON
Kiron é nome que vem da palavra grega mão, cheir. Era um centauro filho de Cronos e de Filira, no qual se integravam no seu corpo ordenadamente o instinto (a parte animal do seu corpo, inferior) e a razão (a parte humana de seu corpo, humana. A espiritualidade era representada por arco e flechas que sempre tinha consigo. Eram cinco os grandes artes que Kiron ensinava a seus discípulos: a cinegética, a hípica, a agonística, a mântica e a clínica. A primeira, literalmente, caçar com cães, mas simbolicamente nos remetendo a ideias de que na vida devemos sempre buscar (caçar) muito mais oportunidades de crescimento do que procurar acumular; a segunda, literalmente dominar cavalos, saber montar, mas, simbolicamente, controlar a vida inconsciente, o animal que há no homem; agonística, literalmente esporte, disputa, luta (agon), mas simbolicamente entendimento que a vida é luta de contrários, tese-antítese, anabolismo-catabolismo, macho-fêmea, luz-sombra, que o herói precisa resolver ininterruptamente; mântica é adivinhação, profecia, mas, aqui, equivale à arte de decifrar sinais, semiologia; clínica, arte médica, querendo o conceito significar aqui que o herói deve ser o seu próprio médico.   

A Astrologia diante da Medicina preventiva e da Medicina curativa.

A astrologia, como a entendo, qualquer que seja a terapia escolhida, deve preferir sempre uma medicina natural, algo que não mutile, que não agrida o corpo, embora se reconheça que nem sempre é possível que este ponto de vista seja observado. Neste sentido, é que a astrologia se coloca antes a serviço da medicina preventiva, hoje, como se sabe, pouco praticada diante dos enormes lucros que a medicina curativa proporciona. 

MEDICINA  PREVENTIVA
Em nosso país, tradicionalmente, a medicina preventiva sempre ficou nas mãos do Poder Público. As medidas postas em prática nessa área por nossos governantes desde o Brasil colonial sempre se mostraram muito insuficientes, agravada a situação pelo precaríssimo nível dos sistemas de saúde montados e pelas absurdas deficiências quanto às necessidades básicas da população, especialmente no que se refere ao saneamento básico, ambos sob a responsabilidade do Estado.  



Para sustentação dos nossos estudos astrológicos referentes à saúde não podemos esquecer de algumas contribuições da antiguidade que sempre apareceram associadas nesta área, a mitologia de todas as tradições, a alquimia, a filosofia hermética greco-alexandrina e a medicina hipocrática. Faço aqui referências um pouco mais detalhadas a estas duas últimas porque sempre me pareceram menos destacadas nos textos que encontrei sobre o nosso tema. 

Quanto à tradição hermética, há que se estudar principalmente as leis que delas nos chegaram como apresentadas, de modo bastante


sucinto e claro, no texto do Caibalion, editado no Brasil pela Editora Pensamento. Para os que quiserem ir um pouco mais fundo temos também a edição do Corpus Hermeticum da Editora Hemus e, em língua espanhola, uma edição da Edaf, de Madrid, da qual fazem parte outros textos (seleção de Walter Scott). No mínimo, o astrólogo, ao entrar no tema astrologia e saúde, terá que reter as sete leis básicas do Hermetismo: mentalismo (o

Todo é mente
), correspondência (o que está em cima é como o que está em baixo), vibração (nada está parado, tudo se move, vibra), polaridade (tudo é duplo, tudo tem dois polos, tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa), ritmo (tudo tem fluxo e refluxo; ritmo é compensação), causa e efeito (tudo que acontece tem uma causa; o acaso é uma lei desconhecida) gênero (tudo é masculino e feminino, ninguém é inteiramente masculino ou feminino).


Quanto à medicina hipocrática, obrigatórios os aforismos do mestre de Cós (séc. V aC).             No mais, desenvolver estudos quanto às
HIPÓCRATES
relações entre os elementos e as qualidades primitivas, quanto à ciência dos temperamentos e aos humores, tão rejeitados pela ciência oficial. Para Hipócrates, o ponto de partida das suas doutrinas médicas estava numa observação fundamental, hoje muito esquecida: a doença nasce de um desequilíbrio homem-mundo. Por isso, sua medicina era a um só tempo biológica, psicológica, geográfica, histórica, sociológica e astronômico/astrológica.

Em Hipócrates, como para a astrologia, há quatro qualidades primitivas ou primárias universais, quatro modos de ser: o quente, o frio, o seco e o úmido. Os dois primeiros são ativos, operando o quente por expansão e o frio por contração. Os dois outros são passivos, operando o seco por resistência ativa e o úmido deixando-se permear. 

Para o mestre, o microcosmo e o macrocosmo estavam unidos analogicamente. Por oposição ao caos primordial, o cosmos designa o universo ordenado e regido por princípios inteligíveis aos homens. O céu não dependia da vontade, dos caprichos ou do arbítrio de deuses, ele tinha uma ordem interior que assegurava a marcha correta de tudo o que existia nele segundo uma ordem determinada. Os astrólogos hindus, lembre-se, na mesma linha hipocrática, deram o nome de dharma a essa ordem celeste, que devia sempre servir de base àquela que os homens procurassem estabelecer na terra (dharma humano). Não há acaso. No universo, tudo o que acontece tem uma causa.  
           
Alguns aforismos de Hipócrates

A vida é curta, a arte é longa, a ocasião fugidia, a experiência enganosa, o julgamento difícil. 
O médico deve fazer não apenas o que é conveniente para o doente, mas também com que o próprio doente, os assistentes e as circunstâncias exteriores concorram para isso.
Com relação às estações, se o inverno é seco e frio e a primavera chuvosa e úmida, necessariamente ocorrerão no verão febres agudas, oftalmias e disenterias, especialmente nas mulheres e também nos homens de natureza úmida.
Que o alimento seja o teu melhor remédio.
Cavamos a nossa cova com os nossos dentes.

O entendimento da nossa constituição é fundamental quando procuramos ligar a astrologia às artes da cura. Constituir é estruturar; nossa constituição depende da organização dos elementos que estão na base da ordem cósmica, integrados à astrologia, no nosso corpo e na nossa mente. O tema astrológico, como um todo, define a nossa constituição, que tem por base os quatros elementos da tradição e as três dinâmicas universais.

Para Hipócrates, conhecido o temperamento de alguém, que tinha por base os seus elementos constitutivos do universo, era possível determinar os remédios que levariam à cura. O remédio reequilibrava o doente. Uma das máximas de Hipócrates, por exemplo, quanto a este particular era muito interessante: contrariamente à opinião muito aceita hoje, o mestre de Cós dizia que, no geral, para curar, ao invés de se dar alguma coisa, de se acrescentar algo, era preferível tirar. Temperamento, para Hipócrates, era constituição física particular que gerava um conjunto de traços psicológicos e morais, determinante da índole de alguém, isto é, do seu modo de ser. Temperamento é índole, propensão, constituição psicofísica particular, conjunto de características vitais. Cada temperamento se relaciona com um elemento, dando-nos uma ideia do caráter, dos traços distintivos de alguém. Caráter quer dizem etimologicamente coisa gravada, marca. Temperamento é dosagem; temperar é misturar de forma equilibrada, amenizar, suavizar.

Desde a antiga Mesopotâmia, o estudo dos elementos e dos temperamentos chamou a atenção do homem. Há mais de uma centena de classificações sobre essa matéria. A mais lógica é, sem dúvida, a da astrologia, de fácil entendimento; quando aplicada conscientemente, é ela que produz os resultados mais satisfatórios.

Para a astrologia, os quatro elementos e os quatro temperamentos se correspondem. Na vida universal, na tradição ocidental, como sabemos, os quatro elementos, fogo, terra, ar e água, lutam entre si constantemente. As antigas teorias médicas que chegaram até a época moderna tinham sempre a finalidade de harmonizar os diferentes elementos no ser humano; a ideia era a de que nenhum deveria dominar sob pena de se romper o equilíbrio. Se isto acontecesse, era preciso retemperar o paciente. 




A teoria dos temperamentos foi abandonada pela Medicina que se pretende científica, hoje quase que inteiramente voltada para os seus aspectos quantitativos, numéricos, econômicos, curativos e não preventivos. A antiga doutrina dos temperamentos incluía noções muito vastas e heterogêneas.  A mente moderna não sabe mais lidar com leis como as da correspondência, do gênero, da polaridade e outras; essas noções fazem parte hoje de domínios isolados, considerados muito diferentes, extravagantes. Perdeu-se a visão do Todo e com ela o seu conceito fundamental, o de que no corpo humano como no universo tudo é interdependente.

A visão hipocrática, à qual se associa a astrológica que defendemos, ao se voltar para um paciente, para aquele que está sentindo, sofrendo (pathos, sofrimento) alguma coisa, entende que medicamentos escolhidos a partir de diagnósticos individuais sempre são insuficientes. Isto porque a medicina hoje praticada concentra-se no que chamo de diagnósticos “fechados”, deixando de lado a ideia de meio ambiente, vida interior e tudo o mais de que Hipócrates falava; deixa de lado sobretudo a questão da vivência subjetiva da doença, quase sempre ignorada completamente. Quanto à anamnese, então, nem pensar.   

Quatro são as classificações gerais dos temperamentos: linfático, bilioso, atrabiliário e sanguíneo. Estes temperamentos se ligam às quatro estações, aos quatro estados da matéria (líquido, etérico, sólido e gasoso), aos quatro elementos que formam os signos zodiacais e aos quatro humores hipocráticos (fleugma ou pituíta, sangue, bile negra e bile amarela).

Ao temperamento linfático correspondem os signos de água, Câncer, Escorpião e Peixes. Ao sanguíneo, os de ar, Gêmeos, Libra e Aquário. Ao bilioso, os de fogo, Áries, Leão e Sagitário. Ao atrabiliário, os de terra, Touro, Virgem e Capricórnio. Cada um destes temperamentos tem as suas virtudes, as suas deficiências, as suas doenças típicas. 

Se sabemos que o estado natural da água é o repouso, de características geradoras, femininas portanto, pela lei da analogia
ANATOMIA DA MELANCOLIA
ROBERT  BURTON 
percebemos que pessoas em que predomina o temperamento línfático são normalmente, embora nem sempre (há também muitas tempestades nos mares!), calmas, suaves, tranquilas. O ar é instável, agita a terra, “pede” o sangue, que deve circular por todo o corpo, movimentando-o. Já o fogo lembra sempre a ação; associa-se ao temperamento bilioso, devorado por sua atividade, a sua bile. O fogo fala de combustão, implica sempre uma superativação dos fenômenos vitais. O atrabiliário, às vezes chamado nervoso, é do lado da terra, retraído, contido, cerebral, reservado.


 Definições

Humor: líquido secretado pelo corpo e que era tido como determinante das condições físicas e mentais de um indivíduo. Usado também na medicina antiga para designar um estado afetivo durável que depende da constituição psicofisiológica do organismo como um todo, constituindo o cenário no qual os diferentes conteúdos psíquicos tomam uma tonalidade afetiva. Popularmente, humor é estado de espírito, de ânimo, disposição. Daí se falar de uma pessoa mal humorada, bem humorada.  1) Linfa: etimologicamente, água, sobretudo a limpa; meio líquido orgânico originado do sangue, composto de proteínas e lipídeos, que circula nos vasos linfáticos e transporta glóbulos brancos, especialmente linfáticos. O linfático, segundo Hipócrates, se caracteriza pela lividez das carnes, flacidez de músculos, apatia, falta de vigor, de energia. 2) Sangue: líquido vermelho, viscoso, que circula pelas artérias e veias, bombeado pelo coração, transportando nutrientes necessários à proteção do organismo. O sanguíneo é ativo, curioso, interessado e, muitas vezes, dispersivo. 3) Bile: substância amarelo-esverdeada secretada pelo fígado, que atua no duodeno, auxiliando especialmente na emulsificação e absorção das gorduras. Bilioso é normalmente o irritado, agressivo, de mau gênio, mal-humorado. 4) Atrabile (etimologicamente, atra, negro; bile negra): a ela se atribuía o temperamento melancólico, irascível, hipocondríaco, que pode levar à prostração, à tristeza, ao abatimento físico e mental; a melancolia é considerada hoje como uma das fases da psicose maníaco-depressiva. 5) Fleugma: na medicina hipocrática, humor causador de indolência ou apatia; fleugmático é o comportamento daquele que não sente nenhuma emoção ou não deixa transparecer sentimentos ou perturbação alguma. 6) Pituíta: na medicina hipocrática, muco proveniente do encéfalo eliminado pelo nariz; no latim, tomou o sentido de catarro, ranho, monco.