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quarta-feira, 14 de março de 2018

SAGITÁRIO (5)


( 1896, ALPHONSE  MUCHA )
Na história de Israel, o  signo de Sagitário marca particularmente o período no qual as forças israelenses conseguiram vencer os exércitos greco-sírios. Para os astrólogos judeus, a Grécia sempre simbolizou o poder negativo do arco sagitariano, isto é, a expressão de uma filosofia materialista e invasora. Os gregos, sabe-se, tentaram destruir a tradição religiosa de Israel, impedindo que os seus textos sagrados circulassem. Esta ação, contudo, teve um lado positivo: provocou um grande desenvolvimento da transmissão oral da Torá. Nesses tempos de perseguição religiosa, destacou-se, na cultura judaica, a figura do tsadik, o homem justo, probo e bom. Esse homem tem em José o seu modelo. Filho de Jacó e de Raquel, José é o modelo do tsadik bíblico.


SEPHIROT

Pela sua conduta e exemplo, como fundamental para o mundo judaico, José sempre foi visto como uma espécie de parceiro de Deus e seu poder era tamanho que até podia anular decretos divinos. Não é por outra razão que na Cabala o tsadik representa a penúltima das sefirots. As sefirots são estruturas divinas através das quais o mundo surgiu pelo processo da emanação, formando os diferentes níveis da realidade. 



JOSÉ  INTERPRETANDO  OS  SONHOS  DO  FARAÓ
( PETER  VON  CORNELIUS , 1783 - 1867 )

O tsadik é o homem santo que governa o mundo do conhecimento, representado astrologicamente por Kislev, o nono mês lunar do calendário hebraico, a contar de Nissan. É o mês do êxodo e o terceiro a partir da festa do ano novo. Começa em fins de novembro ou início de dezembro.  No céu, é Júpiter (Zedek), palavra que
YOD,  HEH,  VAV,  HEH
significa o que é certo e correto. No simbolismo místico da Cabala, o arco vem com três flechas, que significam Graça, Julgamento e Harmonia ou Vitória, Glória e Fundação ou Sabedoria, Compreensão e Conhecimento. Estes atributos são, por sua vez, simbolizados  pelas três primeiras letras do Divino Nome, Yod, Heh e Vav (Y H V H ou Yahweh). Este tetragrama é o nome sob o qual o Eterno se revelou no antigo testamento (Eu sou aquele que é). A tradição rabínica proibiu que estas quatro letras fossem pronunciadas porque a sua pronúncia original se perdeu, provavelmente depois que Moisés as ouviu no Sinai. Na leitura oral, estas letras YHVH são substituídas por Adonai (Meu Senhor) ou por Ha Shem (O Nome).

Kislev, entre os judeus, é o nome do mês de Sagitário, palavra que denota confiança e força interior. A palavra contém também uma ideia de esperança que pode ser alimentada em função de uma atitude previsora. Esta esperança tem relação com o futuro. Os temas que derivam de Kislev vêm da cerimônia da Chanuká
JUDAS   MATATIAS
(dedicação, inauguração em hebraico), festa das luzes pós-bíblica, que dura oito dias e começa a 25 do mês. Esta cerimônia comemora a vitória dos macabeus em 165 aC. sobre os selêucidas da Palestina, que haviam profanado o templo e imposto sua religião helenística aos judeus. Macabeu é o sobrenome de Judas Matatias (200-160 aC), chefe de uma grande família sacerdotal, que comandou a revolta contra os referidos selêucidas. A vitória dos macabeus permitiu que os ensinamentos da Torá fossem preservados e mantidos, enquanto, afirmam os sacerdotes judeus, os de outras culturas, baseados em falsas ideias, já há muito haviam desaparecido. As luzes da Chanuká são consideradas como uma manifestação da luz oculta do Messias. 


SPINOSA
As influências celestes positivas de Kislev ajudam uma pessoa a obter elevação espiritual, a se interessar por questões religiosas, por filosofia, sendo citado o filósofo Baruch Spinosa (1.632-1.677, Holanda) como um exemplo. Os judeus ortodoxos usam o exemplo de Spinosa para falar dos desvios doutrinários negativos de alguém do signo, fato que motivou sua expulsão da sinagoga. Segundo a tradição religiosa judaica, Sagitário, o signo do arco, simboliza o poder da prece que emana das profundezas do coração e que alcança os céus. Expulso da sinagoga, Spinosa encontrou nos meios católicos os mestres que o iniciaram no saber científico (física, geometria e filosofia). Consagrou a sua vida à meditação, ganhando o seu sustento a polir lentes de microscópios. A obra principal de Spinosa chama-se A Ética, uma doutrina da salvação pelo conhecimento de Deus.


As letras do alfabeto hebraico que fazem a ligação com o lado espiritual de Sagitário são Samech e Guimel, esta relacionada como planeta Júpiter. Juntas, elas traduzem uma ideia de segurança, bem-estar e esperança.  Estas ideias estão presentes num
dos símbolos do signo, o arco-íris, fenômeno celeste que, segundo a
Bíblia, apareceu para sinalizar o fim do dilúvio de Noé e indicar novos caminhos para a vida na terra. Segundo o Zohar, o arco-íris é um campo de energia que surge sempre depois de catástrofes, de cataclismas. Lembre-se que o arco-íris em todas as tradições é uma via de comunicação entre o céu e a terra.


ARCO - ÍRIS  ( MARC  CHAGALL , 1887 - 1985 )

Na medida em que Sagitário, diz-nos a tradição judaica, nos remete a uma ideia de transcendência interior pela qual o instinto e o ego poderão ser ultrapassados em direção do espiritual, do coletivo, da humanidade, pode esse signo ser considerado como a primeira pedra do edifício a ser construído no signo seguinte, de Capricórnio. Pedras, com sabemos, são elementos da coagulatio alquímica, e, como tal, funcionam simbolicamente como elementos de sedentarização, da cristalização de formas. Pedras têm uma função importante ao exprimir realização, construção, perseverança. Assim, a primeira pedra, a pedra fundamental, do edifício que vamos construir no signo seguinte, Capricórnio, signo de ascensão, é fixada em Sagitário. Dizem-nos mais os judeus que assim como as flechas do arco-íris atravessam as várias camadas do ar, assim as flechas de luz disparadas pelo arco sagitariano atravessaram a mundanidade material, rompendo o escudo do mundo sírio-helenístico. 

A   TRIBO   DE   BENJAMIN  ( MARC  CHAGALL )

O mês de Kislev tem relação com a tribo de Benjamin, o filho da mão direita, filho mais jovem de Jacó, nascido de Raquel, sua esposa preferida, que morreu após o parto. Esta criança se tornou no filho mais amado de Jacó e seus irmãos o cercaram de ternura. Sofrendo as dores do parto, Raquel o havia chamado de  Ben-Oni, isto é, o filho de minha Infelicidade, mas o pai mudou o nome, chamando-o de Benjamin, Criança da Felicidade. A tribo de Benjamin foi chamada por Moisés de a bem amada do Senhor. No Gênese, registra-se (49:27) que Jacó será como um lobo arrebatador; pela manhã devorará a presa e à tarde repartirá os despojos, devido às suas aptidões guerreiras. 



ENCONTRO  DE  RAQUEL  COM  JACÓ ( RAFAEL DE SANZIO ,  1483 - 1520 )


DAVID   E   BETSABÁ
( MARC  CHAGALL )
Um dos atributos naturais do mês Kislev, segundo alguns intérpretes, é o sono enquanto ele possibilita o acesso a sonhos e às visões que alguém pode obter, como foi o caso do rei Salomão. Terceiro rei de Israel, filho de David e de Betsabá, Salomão recebeu de Deus a sabedoria e tinha o dom da profecia, recebidos num sonho. Salomão personifica o arquétipo da sabedoria e todos os seus atributos mais importantes pertencem a esse simbolismo.

José, o maior dos oniromantes, foi outro personagem a receber o poder de interpretar os sonhos. Na tradição judaica, sonho é chalom, cujo valor numérico é 78, três vezes o valor do nome divino (Yod Heh Vav Heh), cujo valor é 26. As três vezes do nome divino referem-se aos três atributos, Nezach, Hod e Yesod, Vitória, Glória e Fundação, respectivamente, as três flechas do arco de Sagitário. A energia do arco, como expressa nos sonhos de José, associa-se ao sono, atributo de Kislev, a própria natureza do signo. Segundo a astrologia judaica, Sagitário é signo que indica naturalmente habilidade psíquica de modo a permitir a visão de acontecimentos futuros, como a temos, de modo superlativo, em José.    

JOSÉ  ( MARC  CHAGALL )
José foi vendido aos ismaelitas, que simbolizam o arco impuro (o lado negativo de Sagitário), e levado para o Egito. A Grécia, lembremos, era também representada por esse lado impuro do arco para os judeus. O nome genérico dos ismaelitas é arav, que simboliza também Yesod (Vitória), mas aqui relacionada esta última palavra com Eruv, multidão, multiplicidade (a vitória do número, da quantidade, sobre a qualidade). Por estas relações, os astrólogos judeus nos falam da diferença entre o sagrado e o profano em Sagitário. É neste sentido que a multiplicidade de cores do arco-íris tem implicações negativas ao simbolizar o reino dos desejos (hakeshet, o arco, tem as mesmas letras que hatshuka, o desejo, o anseio). O reino do desejo tem o poder elevar o homem ao divino ou rebaixá-lo à materialidade mais vil. É por essa razão que as terras dos ismaelitas são governadas pelo signo de Escorpião (akrab), o mês do dilúvio, cujo término foi indicado a Noé por um arco-íris.


O  ANJO , ABRAÃO  E  SARA ( JAN  PROVOOST , 1465 - 1529 )

A ímpia manifestação de Keshet (arco), o poder da luxúria e do que é impuro é para os judeus simbolizado por Ismael (Deus entende, ouve). Ismael é o ancestral dos ismaelitas, os árabes, filho de Abraão e de Agar. Segundo o Gênese, Abraão tinha 86 anos e Sara, sua mulher, era muito velha para gerar filhos. Sara deu sua escrava Agar ao marido para que ela concebesse no seu lugar, Agar pôs no mundo então Ismael, mas Sara, milagrosamente, depois pariu também, gerando Isaac. Ela exigiu então que Abraão expulsasse
EXPULSÃO   DE   AGAR   E   ISMAEL
( PIETER  LASTMAN , 1583 - 1633 )
Agar e Ismael, enxotando-os para o deserto onde ficaram a perambular até que um anjo os guiou na direção de um poço. Nesse lugar, o Senhor lhes anunciou que Ismael seria um verdadeiro asno selvagem, sua mão contra todos, a mão de todos contra ele; e ele poria as suas tendas defronte de todos os seus irmãos. Deus prometeu ainda que de Ismael nasceria uma grande nação cujos membros seriam os filhos do vento, isto é, o povo do deserto, nômade e livre. É por isso que os beduínos se consideram como os únicos descendentes de Ismael, que morreu com 137 anos. Ele deixou doze filhos, chefes de tribos, conforme está no Gênese. 

A relação entre Kislev e Adar é explicada porque ambos são governados pelo mesmo corpo celeste, Zedek ou Tsedek, Júpiter, atuando ele nos festivais da Chanuká e do Purim, ambos associados à figura de José, o patriarca, o justo. Lembram os astrólogos judaicos que em aramaico, língua da antiga Babilônia, o significado da palavra Adar é mastro de barco a vela (Ruach, significando tanto vento como espírito). Isto representa o poder das influências deste mês, durante o qual é possível oferecer resistência a qualquer espírito que interfira na expressão da Torá. Em aramaico, a palavra Adar lembra também o significado de milagre oculto, como está na festa do Purim, cuja mensagem principal é que as coisas não são o que parecem e que Deus, e não o destino, determina o que sucederá.  

Para os judeus, lembre-se, o signo do arco influencia profundamente os períodos seguintes, Tevet (Capricórnio), Shevat (Aquário) e Adar (Peixes), cada um deles tendo atributos essenciais
ESTHER  ( MARC  CHAGALL )
(letras) que preexistem em Keshet (Sagitário).  A substância espiritual de que Capricórnio (Tevet) necessita para suportar os poderes do mal, nele particularmente ativos, é retirada de Keshet. A água, em Aquário, signo de ar, simboliza a tradição oral que veio dos cinco livros (Deuteronômio) onde estavam registradas as palavras de Moisés. Lembram os judeus que o início de sua grande tradição oral começou quando da vitória da festa das luzes (Chanuká). O mês de Adar, cujo signo é Peixes, signo de água, traz a ideia da aceitação voluntária da pureza da tradição oral por parte do povo judeu, segundo o milagre de Esther. 

Segundo a astrologia judaica, as pessoas nascidas em Kislev têm muita confiança em si mesmas, são otimistas e sempre se voltam para o distante. A esperança de algo futuro desperta nelas a força interior para que os obstáculos encontrados sejam removidos, possibilitando-as atingir os objetivos estabelecidos. Estas virtudes encontraram sua maior expressão durante o período em que a dinastia dos hasmoneus (nome dinástico dos macabeus) governou o país até perto do início da era cristã. 

Nessa linha de pensamento, os sagitarianos têm sempre possibilidade de demonstrar um grande prazer pela vida, muito entusiasmo por ela, desde que tudo isto seja inspirado pelos valores espirituais da Torá. Do contrário, a expressão é negativa, há riscos devido ao gosto pela aventura e pelas extravagâncias. É também dado ao sagitariano superior o poder de unificar as massas, representando-o, por isso, mais do que ninguém, o patriarca José, filho de Jacó, que unificou o Egito e os seus irmãos. Etimologicamente, José tem relação com a palavra Asif, que significa reunir, trazer junto. Yasop significa juntar. O nome Joseph, muito rico quando pensamos em jogo de letras e significados, permite lembrar que Raquel deu à luz o filho Joseph depois de um longo período de esterilidade. Esta habilidade que Sagitário tem de unir é indicada também pela aproximação das palavras keshet (arco) e lekasher, (reunir, juntar. A palavra keshet significa também arco-íris, cujas cores indicam harmonia. Segundo a Cabala, as três principais cores do arco-íris, o branco, o amarelo e verde amarelado, simbolizam, respectivamente, Vitória, Glória e Fundação.


ARCO - ÍRIS  ( ROBERT  DELAUNAY , 1885 - 1941 )

Segundo, aliás, uma tradição universal, o arco-íris, por sua forma que lembra uma ponte, sugere a comunicação entre dois mundos. Uma das passagens citadas para confirmar este entendimento é a que se encontra no Gênese, no capítulo IX, em que se declara que o arco-íris é a materialização da aliança entre Deus e os homens, inclusive os das gerações futuras. De um modo geral, é esse fenômeno um sinal do pacto estabelecido com os descendentes de Noé, pacto segundo o qual Deus nunca mais destruiria o mundo dessa maneira. O aparecimento de um arco-íris pode servir todavia de um alerta, pois sua ocorrência poderá ser interpretada como um indício de perda, por parte da humanidade, de valores superiores, honra, justiça, retidão... E isto porque é a vida meritória da humanidade que deve afastar a ameaça de catástrofes. Perdendo-se as referidas qualidades superiores, afastando-se a humanidade da vida meritória, ficam o mundo e tudo o que nele vive desprotegidos, rompendo-se o pacto com o divino. Lembremos que este simbolismo, o do arco-íris, costuma aparecer associado às imagens dos cavaleiros que anunciam o Apocalipse, quando o fogo e a água, conforme as profecias, reinarão juntos num único dia.    

SAINT  MIGUEL  ARCANJO 
O mundo judaico-cristão nos oferece, dentre outras, duas figuras que estão integradas ao ideário sagitariano.  Miguel é uma delas, o arcanjo da mais alta hierarquia. Príncipe da Água e Anjo da Prata, Miguel, no período bíblico, anunciou a Sara que ela daria à luz a Isaac. Ordenou depois, na akedá, que Abraão, não sacrificasse o filho. Lutou contra Jacó e alimentou os israelitas nas suas perambulações pelo deserto. Miguel atua com advogado do povo de Israel e apresenta as preces dos homens diante de Deus. Sua posição o coloca à direita do trono da glória e à direita do homem no plano terrestre. Está associado a Gabriel, Rafael e a Uriel, mas é superior a todos eles porque voa para cumprir as suas missões com um movimento só. Seu principal inimigo é Samael, o anjo caído que lidera as forças do Mal (Sitra Achra) e que faz constantes acusações contra Israel no céu. Miguel acompanha os devotos ao céu após a morte. Na idade do Messias ele fará soar o shofar na ressurreição dos mortos. Foi citado pelo profeta Daniel como um dos protetores de Israel. Os judeus trouxeram do Egito a ideia da psicostasia que, unida à figura de Miguel, deu motivos para que ele fosse representado com uma balança nas mãos. Miguel ficou com o atributo de defensor de Deus, atuando contra os demônios e os vícios. 

No mundo cristão, Miguel é príncipe da milícia celestial, o que combate Satanás desde sempre. Miguel é, por isso, considerado como o patrono dos cavaleiros no ocidente cristão Os pintores do Renascimento o usaram como motivo, sempre apresentado como um homem jovem e vigoroso, com uma espada fulgurante ou uma lança de prata. Como soldado e guerreiro, Miguel é muito popular no Brasil, sendo protetor dos valentes, patrono dos capoeiristas, sendo identificado, pelo sincretismo, como Xangô nas macumbas do Rio de Janeiro, como Oxóssi (orixá das matas, da caça e dos caçadores) na Bahia e como Odé (outro nome de Oxóssi) em Recife.


SÃO JORGE
( GUSTAVE MOREAU , 1826 - 1898 )
No cristianismo, São Jorge costuma aparecer associado a Sagitário. Quase nada se sabe dele. A sua história foi difundida no ocidente pelo compêndio Legenda Áurea, dos fins da Idade Média. Seria ele um mártir cristão cujo culto existia na Lydia (Palestina) desde o séc. V. Ele se tornou conhecido por uma lenda: para salvar uma virgem, teria enfrentado e morto um dragão. O culto de São Jorge se espalhou a partir do séc. VI pela Europa, trazido pelos cruzados. Tornou-se patrono de Gênova, Veneza, Barcelona e da  Inglaterra. Sua festa é celebrada no dia 23 de abril, data em que segundo consta foi martirizado. É muito venerado também na Rússia e em Portugal. Tornou-se uma espécie de Perseu, matador de dragões. Os gregos o chamavam de megalo martir. De Portugal, que o recebeu da Inglaterra, seu culto chegou ao Brasil. D.João I, fundador da dinastia de Aviz, tornou-se seu devoto e o fez patrono nacional em substituição a Santiago, que o era dos castelhanos. Na tradição popular, São Jorge é invocado como defensor das almas contra o demônio, as tentações, a suspeita de feitiço, sendo o grande rival de São Miguel. Nos candomblés da Bahia, é identificado com Oxóssi e Odé e nas macumbas do Rio de Janeiro e de Recife com Ogum (orixá do ferro e da guerra). 


SÃO  PEDRO , O  PENITENTE ( EL GRECO , 1541 - 1614 )

Astrólogos cristãos costumam aproximar a figura de Pedro, chamado o príncipe dos apóstolos, do signo de Sagitário. Seu nome de origem era Simão, mas Jesus deu-lhe o nome aramaico de Kephas, conforme está em S. João, nome que tem o significado de pedra, cujo equivalente grego tornou-se Pedro, em latim Petrus, nome pelo qual o conhecemos. O nome se explica pelo episódio em que Pedro, quando Simão, declarou: Tu és Cristo, o Filho de Deus vivo. E Jesus lhe disse: Tu és Pedro e sobre essa pedra edificarei a minha Igreja. Depois, como se sabe, conferiu-lhe Jesus as chaves do reino dos céus e o poder de ligar e desligar, poder mais tarde estendido a outros apóstolos. 

ESTANDARTES   MEDIEVAIS
Essa ação criou certos rituais como a bênção dos estandartes, a inclusão de preces litúrgicas, a cerimônia da concessão de armas, a adoção de insígnias e brasões, o crescente interesse pelos santos-guerreiros, São Miguel e São Jorge principalmente. Os ideais da cavalaria geraram também condições especialmente favoráveis ao desenvolvimento de uma literatura (eixo astrológico III-IX) que se espalhou por toda Europa. Esta literatura se caracterizou sobretudo por ser destinada à recitação pública coletiva, muito mais que à leitura individual. O veículo preferido da expressão literária medieval foi a poesia, muito mais que a prosa, criando-se uma vasta gama de gêneros poéticos. Não podemos esquecer, contudo, que dentro desse mundo a prosa também tinha lugar, ganhando espaço aos poucos o chamado romance narrativo, precursor da novelística moderna.


CONSTELAÇÃO   DE   SAGITÁRIO

A constelação de Sagitário estende-se de 28º Sagitário a 1º Aquário. As estrelas que estão na ponta da flecha têm influências marcianas e lunares; as do arco e à altura da mão que o empalma, jupiterianas e marcianas; as da cintura e das costas, jupiterianas e mercurianas; as dos pés, jupiterianas e saturninas. 

As principais estrelas da constelação, por ordem de importância, são: Rukbat, a mais brilhante, à altura do joelho, Arkab (perna-tornozelo), Al Nasl ou Nushaba (ponta da flecha), Kaus Meridionalis (meio da flecha), Kaus Australis (ao sul do arco), Ascella (axila), Kaus Borealis (ao norte do arco) e a nebulosa Facies (face do arqueiro). Todas, a rigor, têm pouca importância sob o ponto de vista astrológico. Apenas Rukbat Facies podem ser consideradas. A primeira, alfa, de 4ª magnitude, é chamada pelos árabes de Al Rami, encontra-se hoje em Capricórnio, a 15º 56', propondo influências jupiterianas e saturninas que falam de estabilidade, regularidade, consistência, tanto sob o ponto de vista físico como mental, dependendo, é claro, do planeta com o qual se relaciona. A nebulosa Facies, a 7º 36´Capricórnio, é quase invisível
SIR   LAURENCE   OLIVIER

do ponto de vista terrestre. A tradição astrológica associa esta nebulosa (como todas) a problemas de visão. Ao que parece, a sua principal influência se caracteriza por uma certa insensibilidade (semelhante ao chamado complexo de Zeus) com relação aos assuntos da casa (ângulos) e àquilo que os planetas com os quais mantém contacto significam. Para estudo, quanto à primeira, lembro o mapa de Laurence Olivier. Quanto à outra, o mapa de Adolf Hitler. 

Lembro, ainda, que atualmente, no final de Sagitário encontramos Aculeus, a 25º 02´, e Acumen, a 28º 03´, oriundas de Escorpião, que formam  a chamada Nebula, que astrologicamente nos fala de desorientação, de indeterminação e principalmente de problemas de visão, cegueira, metaforicamente ou não. Segundo Ptolomeu, Aculeus tem relação com o ferrão de Escorpião e atua com características marcianas e lunares. 




sábado, 8 de julho de 2017

LEÃO (4)



SISTEMA   SOLAR

Lembremos que Netuno, no século XX, entrou em Leão no mês de junho de 1.916 e nele permaneceu até 1.929. O mundo dos investimentos (ações, financiamentos, hipotecas, commodities, empréstimos para a aquisição de bens suntuários) é leonino e foi construído nesse período com base nas ilusões e nas fantasias netunianas de riqueza e poder, em várias formas de ganhos repentinos (ganância). Netuno em Leão trouxe muito talento musical e artístico, mas, por outro lado, através do cinema (governado por Netuno) criou-se o star system e a chamada Usina de Sonhos, nome pelo qual Hollywood passou a ser conhecida como produtora de expressões artísticas inferiores relacionadas
GRANDE   DEPRESSÃO
com um romantismo exagerado, um idealismo carregado de sentimentalismo, de superficialidade, de fantasias sobre o poder, tudo saturado de extravagâncias, luxo e prazer de gosto profundamente discutível. Na economia, tivemos desastres, implosão, começo daquilo que tomou o nome de a “Grande Depressão” (o crack de 1.929). Quando Netuno transitou por Leão tivemos também o primeiro concurso feminino de beleza em trajes de banho, o rádio se firmou como meio de comunicação ligado à massificação (alienação, divertimento). Durante esse período, denominado pela expressão Roaring Twenties, em cima de descontrolada especulação, se alimentou a fantasia de uma riqueza ilimitada. 

Mais: lembremos que durante da década de 20, Urano transitou por Peixes, de 1.920 a 1.927, e que hoje ele (séc. XXI) voltou a transitar por esse signo (2.003-2011). Netuno entrou em Aquário em 1.999, juntando-se catastroficamente nos céus tendências humanitárias, salvadoras (Netuno) com tecnologia (Urano), ficando o homem desde então aprisionando pelo complexo de Ícaro, tomando o nome de globalização, através da sigla WWW, o sonho da fraternidade universal.


A   QUEDA   DE   ÍCARO  ( P.P. RUBENS , 1636 )

Ícaro era filho de Dédalo, o famoso inventor. Ele e o pai estavam presos no palácio de Minos, em Creta. Dédalo fabricou para o filho um par de asas, que foram  presas aos ombros do jovem com uma cera especial por ele inventada, com a  recomendação de que ele, evadindo-se da prisão, não se aproxime demais do Sol, que procurasse manter uma altura média entre o astro solar e a Terra. Nada lhe aconteceria se observasse o metron recomendado. Apesar de todos os conselhos de prudência, o jovem afoitamente lançou-se nos céus, elevando-se cada vez mais. A cera foi se derretendo, as asas se soltaram. Resultado: queda, catástrofe e morte. 

Ícaro desde então deu nome ás ingênuas aspirações humanas de se atingir a vida espiritual, o Sol, no exemplo, através de meios técnicos. O complexo se configurou: ambição desmedida, exaltação vaidosa e megalomania. Uma dupla perversão, pois, em Ícaro: julgamento errado e coragem idiota. As asas de cera de Ícaro tornaram-se o símbolo da tecnologia moderna. A conclusão se impõe: não é com elas que chegaremos a uma vida espiritualmente orientada. 


A tradição astrológica que incorpora aproximações com o Tarot costuma associar o arcano 11, A Força, ao signo do Leão. Afirma essa tradição, a meu ver erradamente, que a figura da lâmina traduz uma ideia de controle das forças instintivas pelo lado feminino da personalidade masculina, a chamada anima. A vida instintiva domada pelo eu solar. Alguns atribuem este controle a uma sabedoria, representada pelo chapéu que a figura feminina leva sobre a cabeça, a que chamam de lemniscata.

A figura feminina do arcano 11 tem tudo a ver com a das grandes-mães, figuras típicas do mundo matriarcal, poderoso símbolo que, mesmo depois da vitória do mundo patriarcal, continua presente na vida masculina. A figura me lembra mais a ilustração de uma relação mãe-filho em que ela, invadindo o território da quinta casa astrológica (o da conquista de um eu autônomo), continua a exercer a sua função tutelar. A suavidade da figura feminina, sugerindo compreensão e benevolência, é desmentida pelo seu gesto. Ela força o leão a abrir a sua mandíbula. A mandíbula, lembre-se, é o maxilar inferior, o único osso móvel da cabeça, em forma de ferradura e que se articula com o osso temporal de cada lado do crânio. A boca, dos humanos ou dos

animais, é antes a abertura inicial do tubo digestivo. Entretanto, ela é mais que um orifício por onde passa o alimento, ela permite o ato de falar e é por ela que passa também o sopro vital. A boca, sob muitos aspectos, tem também relação com o seio materno. O que a figura evidencia não é a força do ego. Ao contrário, o que ela demonstra claramente é o poder da grande-mãe, das figuras como Cibele, Ishtar, Isis, Durga e outras. 

Quanto ao chapéu, ele é sempre um símbolo de poder, de soberania e também de uma função, de uma posição social ou de uma atividade. O chapéu que está na cabeça da figura feminina em questão faz parte, ao que parece, de indumentárias femininas
LEMNISCUS
europeias do séc.XVII/XVIII. A palavra lemniscata usada como símbolo da sabedoria me parece despropositada. Lemniscus, em latim, é faixa, fita, galão, atadura. A palavra é um cultismo que entrou em circulação a partir do séc.XIX, designando formas feitas com fitas,  arrumadas na forma de um oito. As fitas, como se sabe, participam normalmente do simbolismo dos nós, prendem, atam, submetem de algum modo. 

Lembremos ainda que o número 11 é um símbolo da desmedida, de excessos, de incontinência, de violência, na medida em que aparece depois do 10, que simboliza um ciclo fechado, completo. Santo Agostinho, por exemplo, o associa ao pecado pela razão apontada (excesso), ligando-o ao perigo, ao conflito e à rebelião. Em antigas tradições, era conhecido como a “dúzia do Diabo”. O número aparece na expressão “ser salvo na undécima hora” (eleventh hour, em inglês), uma alusão à parábola de Cristo sobre os trabalhadores que recebiam salário diário mesmo que tivessem sido contratados à última hora do dia de trabalho. 


SANTO   AGOSTINHO ( PHILIPPE  DE  CHAMPAGNE , 1650 )

Às vezes, o número adquire o significado de início de um novo ciclo, uma renovação, como ruptura do número 10. Algumas tradições judaicas falam em daath, a undécima sephirot, a do conhecimento. Analogicamente, o 11 tem a ver com o 2, mas considerada a experiência da trajetória indicada pelos números precedentes. São muito conhecidos os ciclos de atividade magnética do Sol, num período de 11 anos, que dão origem às manchas solares e cuja influência sócio-psicossomática foi comprovada (em 2.006 um novo ciclo começou).    



Muito mais apropriado ver no arcano 18, o Sol, através das duas figuras infantis, a caminhada do ego que acaba de nascer na quinta casa astrológica. Elas indicam um começo, algo ainda “a ser”, como em Áries, mas, agora, já presentes os dois lados a integrar nessa caminhada, o lado masculino e o feminino da personalidade humana. As imagens das duas crianças são diferentes, uma é mais esguia, a outra é um pouco mais cheia de corpo, tem, levemente, formas um pouco mais arredondadas. É verão, elas pisam a terra, lugar da trajetória humana.

As duas figuras devem ser entendidas, evidentemente, em planos que não o biológico. São crianças (no Tarot de Marselha), ainda não totalmente desenvolvidas, espontâneas, sendo o jogo uma das maneiras privilegiadas  destas formas ainda embrionárias se desenvolverem. Há que se vê-las, sobretudo, animicamente, pensando-se numa combinação dos dois princípios que atuam em todos os seres humanos e também segundo o entendimento que o homem e a mulher não são totalmente masculinos ou femininos. Todo símbolo masculino ou feminino participa do seu oposto. Como a figura sugere, em Leão ainda estamos na “infância” do ego. Há um muro atrás das duas crianças. Muros, de um lado, indicam proteção, segurança, defesa, mas podem significar também, de outro, prisão, fechamento. O valor simbólico desse obstáculo deve ficar subordinado à sua altura. Transpô-lo não será difícil, é baixo. A opção de permanecer ou de ultrapassá-lo terá também a ver, conforme entendo, com os dois pequenos pães, um ao lado de cada uma das crianças, produtos das origens, símbolos do mundo familiar, que deverão ser “ingeridos” antes da partida. O pequeno tamanho dos pães indica, numa leitura astrológica, a proporção e de que modo a quarta casa deve participar na caminhada. Sempre, porém, uma ideia de se incorporá-la, fazer dela algo integrado ao ser que vai buscar o seu caminho. 

O número 19 é também um número solar, tendo a ver com o ciclo dos saros, período compreendido entre a repetição dos eclipses do Sol e da Lua, que totaliza 18 anos, 11 dias e 8 horas. A palavra saros nos veio da Babilônia e lá  queria dizer repetição. Esse ciclo é também conhecido como ciclo metônico. Quem deu nome a ele foi um astrônomo ateniense, Meton (séc.V aC). Ele, certamente com base em informações recebidas dos babilônicos, inventou uma regra de sete intercalações de um mês em dezenove anos no calendário lunar. Esse ciclo tem por base o fato de que dezenove anos lunares, aos quais são acrescidos sete meses, correspondem a dezenove anos solares. Na prática, astrológica isto quer dizer: registrar os contactos das Luas novas a cada mês no mapa, tendo em vista que cada contacto se repetirá dezenove anos mais tarde. Estas Luas novas medirão as oportunidades para se empreender algo de novo no que diz respeito ao ponto que no mapa é tocado. Cada empreendimento deverá se relacionar com o contacto similar dezenove anos antes e será condicionado pelo que nesse período se tenha realizado. Esses contactos de eclipse poderão se constituir em momentos particularmente importantes no ciclo geral da Lua nova com relação ao mapa natal.  



A constelação do Leão estende-se hoje entre 12º de Leão e 22º de Virgem. Ptolomeu atribuiu às duas estrelas da cabeça influências como as de Saturno e Marte, esta parcial. As três estrelas do pescoço atuam como Saturno, com discreta participação de Mercúrio. As que estão no lombo lembram influências de Saturno e Vênus. As das coxas atuam como Vênus e, menos, como Mercúrio. 


CONSTELAÇÃO   DE   LEÃO

A estrela alfa de Leão é Regulus, de 1ª magnitude, hoje a 29º08´, conhecida como Cor Leonis, atuando como Marte e Júpiter. Esta estrela, como já foi dito, era uma das quatro estrelas reais dos
AHRIMAN
persas. Eles a consideravam como a “guardiã do Norte”, ligada ao todo-poderoso rei mítico Feridum. 


A história deste rei merece que nos detenhamos nela um pouco mais porque ela é arquetípica. Na eterna luta entre o Bem (Ahura Mazda) e o Mal (Ahriman), este último conseguiu se apoderar, através da magia, da personalidade de Zohak, príncipe do deserto, que, com isso, obteve muitas vitórias. Uma noite, Zohak teve um sonho: um jovem príncipe o derrotava. Interpretado o acontecimento pelos sábios, Zohak ficou sabendo que esse futuro príncipe de nome Feridum, acabara de nascer e que herdaria o seu trono. Zohak mandou então assassinar todas as crianças recém-nascidas do seu reino. 


AHURA   MAZDA

A mãe de Feridum, uma jovem e sábia mulher, conseguiu contudo salvá-lo. Ela o confiou a um jardineiro que cuidava de um terreno ajardinado onde vivia uma vaca maravilhosa, que alimentou a criança. Jovem, Feridum foi levado.as escondidas, pela mãe, às montanhas do Hindustão, onde passou a viver sob a tutela de piedoso mestre. Tornando-se adulto, Feridum soube pela mãe dos desmandos e crimes do rei Zohak. Depois de muitas peripécias, inclusive participação de seres angelicais, Feridum acabou vencendo Zohak, ajudado por um pequeno grupo de descontentes. Instalando-se no poder, Faridum reinou por muito e muitos anos, sempre proporcionando muita felicidade aos seus súditos. Morrendo muito velho, deixou, forçado, a coroa para seus descendentes, que disputarão desastradamente entre si o reino.

Desde de tempos muito remotos, Regulus sempre apareceu associada a sucesso em posições de mando, honras militares, altos postos em comando, podendo, contundo, atrair agressões e complôs. Regulus, em latim, é diminutivo de Rex, rei, isto é, rei ainda criança ou muito jovem. Às vezes, a palavra toma o sentido de chefe de pouca importância (reinos da África), mas de temperamento tirânico. Em Ptolomeu, Regulus é o equivalente de
CLAUDE   DEBUSSY
( H. DE GROUX, 1909 )
Basilikos


Na Índia, a estrela tem o nome de Magha, a Poderosa, dona da 8ª mansão lunar. Entre os árabes é Malikiy. Entre os romanos, é Basilica Stela. No ascendente a estrela reveste a personalidade de realeza, empurra para o sucesso, para o brilho, mas pode trazer problemas, uma grande (hiper)sensibilidade quando esta realeza não é reverenciada, reconhecida. Um mapa para estudo de Regulus é, por exemplo, o do compositor francês Claude Debussy.

A estrela beta de Leão é Denebola, situada na cauda da figura celeste, hoje a 20º 55´ de Virgem. O nome vem do árabe, Dhanab al Asad. Costuma ser chamada de Deneb. Para Ptolomeu, apresenta características de Saturno e Vênus. Esta estrela tem um forte componente aquariano, podendo levar a pessoa a viver fora dos padrões sociais, afrontando-os, um traço não conformista. Pode colocar por isso a pessoa adiante do seu tempo. 

A estrela gama de Leão é Algeiba, “escondida” na juba, não usada astrologicamente. A estrela delta é Zosma (a cinta ou a cintura, em grego), perto do cauda, hoje a 10º 37´ de Virgem. É uma estrela
JOHN   KENNEDY
( E. DE KOONING, 1963 )
potencialmente perigosa, podendo, conforme o caso, tornar a pessoa vítima de alguma coisa, algo injusto, mas de caráter inexorável, muitas vezes. Na casa em que está, indica possibilidade de abuso, de algum ataque, de alguma violência. Segundo a tradição mitológica, Zosma foi o ponto do corpo do Leão de Nemeia atacado por Hércules. O mapa do presidente americano John F. Kennedy é um bom exemplo para o estudo de Zosma.  

Uma curiosidade que se liga à constelação do Leão é uma chuva de meteoros, denominados Leônidas, que ocorre a cada ano, entre 9 e 17 de novembro, proveniente da região da cabeça da figura. Tal fenômeno se verifica de modo particularmente espetacular a cada 33 anos, tendo ocorrido o último no ano de 1.999. Há notícias dos Leônidas desde a antiguidade. 


LEÔNIDAS