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quarta-feira, 6 de abril de 2016

URANO (1)

                 
WILLIAM   HERSCHEL
Urano é o primeiro dos planetas situados além de Saturno. Foi descoberto por William Herschel depois da invenção do telescópio, em 1781, quando transitava pelo signo de Gêmeos. Inicialmente, foi confundido com um cometa. Estudos posteriores, porém, confirmaram a sua natureza planetária. A presença de Urano transformou completamente os conceitos que o ser humano havia estabelecido sobre o mundo físico e metafísico.

Urano dista da Terra cerca de 2,8 bilhões de km., sendo praticamente impossível percebê-lo sem aparelhos óticos. No sistema solar, é o terceiro planeta em tamanho, com um diâmetro de pouco mais de 47.000 km., o que equivale a 50 globos do tamanho da Terra. Sua massa é 14,54 vezes maior que a do nosso planeta. Seu dia é muito curto, cerca de 10 horas e 45 minutos dos nossos. A densidade de Urano corresponde a 32% da terrestre. 





Urano é o planeta mais excêntrico do sistema solar; algumas vezes, ele volta para Terra o seu equador e noutras o seu polo norte, ocasião em que seus cinco satélites (luas) parecem estar girando no sentido contrário ao dele, em círculos concêntricos à sua volta.   
  
O passo médio anual de Urano é de 4º30´; sua translação zodiacal varia de 80 a 84 anos, mais ou menos. O ano uraniano equivale a 30.568 dias terrestres. A permanência de Urano em cada signo oscila de 7 a 8 anos. Ao ser descoberto, assumiu a regência diurna do signo de Aquário, deslocando Saturno para a regência noturna. Sua exaltação se dá no signo de Escorpião. Quanto às qualidades primitivas, é seco (3,0) e frio (2,0).

Essencialmente, astrologicamente, Urano é variável, eletromagnético, espasmódico,
URANO
intuitivo, impulsivo, excêntrico, pioneiro, independente, súbito, político, excitante (mania), explosivo, convulsivo, revolucionário, brutal, anárquico, incongruente, individualista, diferente (vedetismo), associativo, futurista (utópico), original, inédito e estéril.

Urano é o último dos planetas que pode realizar uma translação completa pelo zodíaco no período de uma vida humana. O planeta seguinte, Netuno, tem uma translação zodiacal de mais ou menos 164 anos. 

Urano, com Netuno e Plutão, situados além do limite visível do sistema solar visível a olho nu, formam um conjunto conhecido pelo nome de “oitava maior” com relação aos sete que os antecedem na ordem planetária. Os sete primeiros planetas do sistema solar têm relação com a vida pessoal (Lua, Mercúrio, Vênus, Sol e Marte) e social (Júpiter e Saturno) do ser humano. Os três últimos (Urano, Netuno e Plutão), muito mais lentos com relação a Júpiter e Saturno, afetam mais a humanidade como um todo, tanto atingindo gerações como dizendo respeito à evolução ou involução da humanidade como um todo. 

Assim, pode-se dizer, segundo a colocação acima, que enquanto Mercúrio representa o pensamento lógico, o Logos dos gregos, Urano é a sua oitava maior, ao reger a intuição. A intuição é um conhecimento imediato. Para entender esta característica uraniana é preciso distinguir, em princípio, uma intuição que podemos chamar de “empírica”, que se liga a um objeto do mundo, e a intuição “racional” que designa a apreensão imediata de uma relação entre duas ideias. Por exemplo, a de que o átomo é o universo em miniatura. 

O   PENSADOR
AUGUSTE   RODIN ( 1840 - 1917)
Toda intuição tem um caráter de descoberta, quer se trate da descoberta de um objeto do mundo, de uma nova ideia ou da análise de um sentimento. É neste sentido que falamos da natureza “divinatória” da intuição. Distinguimos em psicologia as chamadas inteligências “intuitivas” e as inteligências “discursivas”. O discursivo é o que procede por etapas, por raciocínio; um espírito discursivo procede de maneira metódica e calculada. Opõe-se ao espírito intuitivo, que apreende imediatamente um resultado sem o recurso da demonstração.

Quanto ao número oito, entendamos, em todas as tradições ele
VIA   ÓCTUPLA
sempre apareceu ligado ao renascimento. Depois do sete, número do repouso, o oito indica uma possibilidade de ressurreição. Não é por outra razão, aliás, que muitas práticas orientais (yoga) do budismo, do hinduísmo, do
 jainismo, do tantrismo etc. têm a chamada via óctupla, consagrada por suas doutrinas como meio de acesso a algo maior.

PIA   BATISMAL
É por esse motivo que as pias batismais mais antigas tinham a forma octogonal. O oito (quatro do corpo, três da alma e um do divino) é o número que reúne assim as condições necessárias ao aparecimento de um novo ser, uma nova vida, que se purifica nas águas lustrais inteiramente. A totalidade que o número oito representa é o resultado de uma evolução, da destruição de uma forma e abertura para o nascimento de outra. Os antigos gregos, com razão, associavam o número oito a Dioniso, o deus das metamorfoses. 

Mercúrio, a oitava mais baixa de Urano, diz apenas respeito aos processos mentais normais. Já Urano, num tema individual, se bem relacionado com Mercúrio, apontará para inventividade, independência de espírito, singularidade, vanguarda, emancipação. Escritores (poucos) que redimensionaram as técnicas narrativas têm Urano em destaque nos seus temas astrais. Urano é também inventivo, isto é, ele leva à criação de algo novo, ele renova o existente, organizando-o de modo único, diferente. A invenção uraniana distingue-se da descoberta, que revela o já existente, o que estava encoberto. A faculdade de inventar, muitas vezes chamada de imaginação criadora, aparece quando conseguimos nos libertar da memória que nos dá a imaginação reprodutora e sacudir os preconceitos e a tradição de uma época.



URANO   E   GAIA   ( GLIPTOTECA , MUNIQUE )


Urano é palavra grega usada para designar o céu. Sua etimologia  é bastante discutível, embora alguns tentem , com certo sucesso, aproximá-la do sânscrito, de varsha, chuva, estação chuvosa. Urano, seria, pois, aquele que fecunda. 

Por sua transcendência com relação à terra, por sua força, por sua ação fecundante, o céu, desde a mais recuada pré-história, sempre provocou, ao ser contemplado, na mente primitiva, uma experiência de caráter religioso. Isto é, nele se misturam conceitos diversos de ordem meteorológica, astronômica, astrológica e teológica. Centro irradiador de energias da qual depende a vida terrestre, o céu é, com a terra, figura principal nos mitos cosmogônicos em todas as tradições. 

Alto, infinito, inacessível, fecundante, identificado com o princípio masculino, o céu é o lugar a partir do qual o divino atua. A altura acabou se tornando assim uma das características principais das forças celestes divinizadas. Estas forças tinham no outro polo, o feminino, formando-se logo assim a primeira dualidade, céu (masculino), terra (feminino). 

Aos poucos, porém, esta composição foi dando lugar a outras formas religiosas. A inacessibilidade das divindades uranianas será, com o tempo,  abandonada. A crescente complexidade social foi exigindo divindades mais presentes, mais acessíveis, mais dinâmicas. O divino deixou aos poucos de ser tão distante e passou a se “misturar” mais com o homem, uma queda progressiva no concreto.

É nesse período da história do ser humano que começam a aparecer as crenças animistas, o totemismo, o culto ao espírito dos mortos, as divindades locais e mesmo pessoais. O “céu” foi se materializando através de inúmeras expressões, em várias culturas, que tomaram o nome de mana, orenda, epifanias. O que tivemos então foi um empobrecimento crescente dos cultos das divindades supremas, uranianas, sempre reverenciadas à distância com um certo temor, solitárias, onipotentes, cruéis.



DIVINDADES   VÉDICAS


Uma característica destas divindades uranianas, em várias culturas, é que elas, além de deter o poder criador, todo-poderosas, portanto, elas eram clarividentes, sábias. Os humanos, porém, conforme as histórias religiosas nos deixam claro, precisavam de algo mais que a simples contemplação dos espaços celestes e da submissão às suas forças. Surge então a revelação religiosa. As divindades celestes começaram a se “mostrar”, como através dos avatares no Vedismo ou de certos profetas (Cristo), e a transmitir algo que pudesse ser transformado em regras de convivência do humano com o divino e dos humanos entre si.




Aparecem também os intermediários, os agentes da chamada demiurgia. Lembremos que demiurgo, em grego, quer dizer construtor, artífice. Estas ideias foram desenvolvidas por Platão no seu diálogo Timeu. O demiurgo, um emissário do divino, não é onipotente, ele só fabrica o kosmos a partir dos eide divinos, da melhor maneira possível. 

Oportuno lembrar que a palavra demiurgo fazia parte da linguagem cotidiana dos gregos. Demiurgos eram pessoas que trabalhavam para outras. No período arcaico, eram adivinhos, médicos e artesãos em geral. Mais tarde, já no período clássico, os demiurgos formavam uma classe, ao lado dos eupátridas (aristocracia) e dos geomores (aristocratas, proprietários de terra, que cultivavam a própria terra, presos muitas vezes a dívidas contraídas com os ricos eupátridas). Com estes últimos, eles constituíam a plebe. A história da formação da democracia grega é a história da sua luta contra os eupátridas para a obtenção de direitos assegurados legalmente. 



sexta-feira, 4 de março de 2016

ASTROLOGIA E SAÚDE - VI

                                              

 A Constituição Física - Antes de se falar sobre a saúde ou as doenças de alguém será preciso conhecer a sua constituição, ou seja, conhecer o conjunto dos caracteres congênitos, somáticos e psicológicos de um indivíduo, que partem de uma cadeia biológica ligada aos seus ancestrais. Esse conjunto, para a astrologia, se sintetiza no ascendente e no seu regente. É o tema astrológico como um todo, porém, que vai definir a constituição física de alguém e os erros que o encaminharão para o seu fim, um dia. 

Quando nascemos, trazemos um patrimônio genético legado por nossos antepassados. Podemos utilizá-lo adequadamente, tentar melhorá-lo ou malbaratá-lo. As informações referentes a estas possibilidades estão presentes em nosso mapa. Por exemplo, tomemos um ascendente ariano; se Marte se encontrar dignificado fora dele, em que pesem problemas porventura apontados por outras áreas do mapa, teremos sempre alguns indícios favoráveis quanto à saúde. O contrário, mais ou cedo ou mais tarde, se Marte estiver exilado ou em queda. Outro dado interessante é que o nosso
GREGOR   MENDEL
 ( 1822 - 1884 )
ascendente corresponde, via de regra, a um dos signos solares dos nossos pais ou dos nossos avós. Para espanto dos homens de ciência, as leis de Mendel (Genética) confirmaram o que a Astrologia já dizia há muito, muito tempo. Quanto a este imperativo, o ascendente e seu(s) planeta(s) regente(s), pouco podemos fazer. Se com relação a este ponto isto é verdadeiro, já com relação ao nosso corpo físico (personalidade) podemos modificá-lo se procurarmos conhecer as suas tendências fundamentais.


O nosso ascendente está, como sabemos, estreitamente ligado ao nosso nascimento e às suas circunstâncias; nele estão indicadas muitas vezes as pessoas que o presenciaram, eventuais traumas que terão a ver mais tarde com doenças físicas e psicológicas que desenvolveremos. A tudo isto devemos acrescentar, sobretudo por   razões econômicas, que, nos últimos dois séculos, o nascimento, antes um processo natural, desumanizou-se bastante, transformando-se num procedimento médico-patológico.

Há estudos bastante confiáveis que nos revelam que quando um nascimento se dá por intervenção cirúrgica, os planetas Marte, Urano, Plutão e Saturno estão frequentemente presentes, em aspecto com o ascendente. Sabem todos os que se dedicam à Astrologia de modo sério e consequente que o nascimento é um dos períodos mais críticos da vida humana. Planetas presentes no ascendente ou em aspecto com ele são influências que obrigatoriamente farão parte de nossa vida.

Dentre os indicadores planetários mais críticos na área do ascendente, temos Saturno, geralmente um significador de parto difícil; Marte, significador de um parto realizado por médico, com probabilidade do uso de fórceps, episiotomia (corte cirúrgico feito no períneo) ou cesariana. Urano pode indicar o uso de tecnologia incomum, necessidade de intervenções inusitadas, de incidentes inesperados, de acontecimentos imprevistos etc. Netuno pode ser um indicador de anestesia, da necessidade de indução, do uso de drogas, de efeitos deletérios provocados por drogas, pelo fumo ou pelo álcool provocados pela mãe. A Lua sugere a presença de avós, mães e parteiras. A ordem planetária relacionada por aspecto com o ascendente costuma indicar a sequência dos acontecimentos antes, durante e depois do parto.


SÉCULO   XVI  -  PARTO


O Ascendente - características principais, problemas, inclusive psicológicos, e outras questões: 

Áries: cabeça, cérebro, encéfalo, hemisférios cerebrais, face, maxilar superior, carótida interna, veia jugular, nevralgias, calvície, dores de cabeça, olhos, nariz, acidentes (ossos), fraturas; circulação (hipertensão), sangue, sistema cardiovascular, febres, congestões, hemorragias cerebrais, males renais, queimaduras, acidentes motores, vitalidade febril, insônia, neuroses, impaciência,
FOBIA
afirmação ativo-agressiva, vida como competição, impetuosidade, obstinação, autoconfiança exagerada, sexualidade predadora, vida inconstante, memória escassa, moral prática, pressão da vida instintiva, tendência ao uso da força. Pecados maiores: fobias, ansiedade e intolerância. Primariedade: estímulos produzem respostas imediatas, mas são de curta duração. Funções circulatórias e respiratórias precisam de grande volume de energia. A velhice é geralmente rápida. 

Touro: pescoço, garganta, boca, faringe, laringe, cerebelo, veia jugular, difteria, apoplexia, disfunções da tireoide, dores de garganta, nuca, cervicais, voz, cordas vocais, carótida externa, audição, massa corporal, problemas de nutrição, paladar, temperamento pletórico, insuficiência renal, sensualidade, ego expansivo-afetivo, possessividade, materialismo, diabetes, avareza, apetites fortes, necessidades palpáveis, necessidade imperiosa de afeto, sexualidade exigente, voluptuosidade, tendência a excessos (trabalho, comida, bens), evitar ruídos, danças rítmicas, ruminantes psicológicos, necessidade de presentificar. Pedras, arquitetura, construção (construere, em latim, é elevar), o visível sobre a terra. Olfato e paladar. Espera, paciência e tenacidade com possibilidades explosivas. 


FERNANDO   BOTERO  -  1932

Gêmeos: pulmões, braços, clavícula, mãos, sistema nervoso periférico, a respiração, traqueia, bronquite asmática, gripes e resfriados, pneumonia, deficiências da fala,  o processo da comunicação, a mente, as trocas, dispersão, curiosidade, indisciplina, dualidade, comportamento juvenil, riqueza inventiva, falsidade, superficialidade, escassa fidelidade, há sempre algo possível além, oportunismo, pensamento lógico e fluente, amoralidade, sexualidade descomplicada, desapego, medo de compromissos, adolescência (idade geminiana), deter a agitação, falta de concentração, junto com os arianos, são os geminianos os que mais facilmente se afastam do ambiente familiar,

multiplicação e esterilidade, o fenomênico. Tendências à hebefrenia (de Hebe, deusa grega, filha de Zeus e de Hera; forma de esquizofrenia, que costuma surgir na puberdade, ocasionando incoerência ao modo de falar, nas atitudes comportamentais, conforme estudos pioneiros de Ewald Hacker, 1843-1909). Controle da rede de comunicação interna (conjunto dos centros nervosos e dos seus nexos). Sistema neurovegetativo (neurônios sensitivos, e motores que regulam a respiração, a digestão, a excreção e a circulação): a) sistema nervoso simpático (o corpo em alerta e o prepara para a ação, masculino); b) sistema nervoso parassimpático (repouso do organismo, feminino). Sistema nervoso somático: comanda os movimentos, a posição do corpo e a percepção pela pele de sensações (tato, calor, dor, frio etc.), além da percepção dos órgãos dos sentidos.

Câncer - estômago (quimo), nutrição, digestão, matéria pulmonar, costelas, órgãos reprodutores e seios (mulher), líquido amniótico, vida intrauterina, catamênio, leite materno, saliva, catarro gástrico, dipsomania, flatulência, problemas uterinos, infantilismo psicológico (feridas da infância sangram sempre), talento mimético, memória doentia, indecisão, paranoia, vitalidade caprichosa, idiossincrasias, hiperemotividade, ansiedade, distonias neurovegetativas, gastrites, úlceras, hérnia hiatal, astenia, aptidão para espelhismos (ilusão ou crença falsa que se acredita ser verdadeira), sexualidade complicada, imaginação, reações lentas e preguiçosas, grande necessidade de aconchego, satelismo (obediência cega às vontades de outro), sintomas vagos, imprecisos e mutáveis, convalescenças demoradas,
SÍNDROME   DO   PÂNICO
docilidade e receptividade, vampirismo, complexo do desmame, mudanças de humor (Lua), enxaquecas menstruais, seios inchados, celulite, edemas, obesidade. Síndrome do pânico, sentimentalidade, introversão, o universo interior no lugar do universo exterior, bovarismo, nostalgia, sedentarismo, contemplação, astenia, ternura, vulnerabilidade, pudicícia, comportamento esquizoide (enrola-se sobre si mesmo), autismo, chinelos e poltronas, sesta rigorosa, incubação e doenças, curas imprecisas.


Leão – coração, coluna vertebral, espáduas, hipertensão, problemas coronários, aorta, veia cava, esclerose das artérias, pecados alimentares, arrogância, dogmatismo, complexo de Zeus, intolerância, despotismo, angina do peito, necessidade de autoafirmação, generosidade, hábitos requintados, narcisismo,

sexualidade estética, aspiração à proeminência, megalomania; falta de diplomacia (o Sol está em queda em Libra), inclinação pela autoridade, nada de uniões clandestinas, teatralidade; o Sol caminhando, na era de Aquário, para o seu exílio; consequências deste exílio: horror à hierarquia, confusão substituindo a claridade, a subordinação aos esquemas massificantes. Suprema fraqueza do leonino: ser vencido, sentir-se impotente. Tudo menos a tutela. Vedetismo, política concentrada na afirmação do eu e nos interesses pessoais.


Virgem – intestino delgado, baço, duodeno, movimentos intestinais, plexo solar, músculos abdominais, cólicas, disenteria, apendicite, tifo, problemas gastrointestinais, hipocondria, crítica e autocrítica, atitudes metódicas e sistemáticas, vontade restritiva,
DETALHISMO
detalhismo, perfeccionismo, lógica e claridade, eficácia, tendências obsessivas e angustiantes, TOC, inibição, sexualidade pudica, emoções contidas, conforto e sossego, amor silencioso. Mente a serviço da fecundação do espírito, valores da filtragem, purificação, ritos liminares, distinções precisas, demarcações, diferenciação, repressão da vida sensível, recusa do instinto, carência de vida animal, falta de espontaneidade, diminuição do elã vital, retração do eu, complexo de inferioridade, complexo anal. Dúvida e ceticismo, monotonia, solidão, celibato, esterilidade, noivo eterno, afetividade defensiva. Um doente que se escuta, expiações mórbidas. Objetivação do ego a nível prático. Irritação e impaciência.    


Libra – região lombar, rins, segmento lombar da coluna, pâncreas, sistema geniturinário, ventre, região pubiana, seios e pele (estética), ovários, lumbago, nefrite, cálculo renal, uremia, cistite, diabetes, enurese, começo da união com o invisível, a ação submetida ao social. Saúde e dependência do ambiente circundante, transtornos somáticos (glandulares) e afetividade.      A menopausa (Vênus tem
que ceder a Saturno), transtornos congestivos diversos, mudança do mecanismo hormonal. Depois da menopausa começa a medicina gerontológica (relações Júpiter-Saturno). A importância da medicina preventiva para Libra. A idade crítica libriana e a necessidade de se buscar algo além, indo do social ao coletivo. A política errada do signo: hesitação, adiamento, protelação, imobilidade: “ficar em cima do muro”. Positivamente, a luta pela não-violência (ahimsa), por direitos humanos etc. Signo da justiça (Marte a serviço da Balança). Sexualidade difusa, sedução, espelhos, angustiante a ideia de solidão. A ascensão das forças noturnas, a vida se recolhe, o espiritual se insinua. Será entendido? O sentimento como função psíquica principal. O mundo como prazer ou desprazer, agradável ou desagradável. A vontade enfraquecida (Sol em queda). Difícil dizer não. Nada “animal”, horror da vida instintiva. Triunfo da elegância, da classe, do refinamento. A primeira ruga. Relação entre o sistema nervoso e o circulatório-venoso (palidez ou vermelhidão nas faces). Política do avestruz. Açúcar: ternura, doçura, bondade. Horror de forçar situações. Fazer-se desejado/a com arte. Calar-se diante do obstáculo. A falta de dentes e de garras. O pior: o mau contacto, a união não conveniente e ter que assumi-la. O perigo da escravidão afetiva (entrar na forma da casa 7). A espera da aprovação. 
Relacionamentos formais.

Escorpião – nariz, genitais, região anal, cólon descendente, próstata, bexiga, coluna vertebral (segmento do cóccix), púbis, problemas nas áreas apontadas, sífilis, gonorreia, hemorragias, sinusite, mucos nasais, destruição, autodestruição (o maior índice de suicídios), regeneração, tesouros escondidos, inconsciente, poderes secretos, agressividade, sexualidade, sadismo, masoquismo, psicanálise, cirurgia plástica, esperma, o invisível, revolta, morte, inferno, pântanos, obsessões, raio X (invenção escorpiana), a paixão que domina, desequilíbrios sexuais, ninfomania, satiríase, priapismo etc.; excreção, hemorroidas, reto-colites, tudo que é fecal, coprologia, coprolalia (tendência incontrolável de usar palavras obscenas), transtornos nevrálgicos, ejaculação precoce (muito comum entre escorpianos e aquarianos). Escorpião, com Touro, rege os ferrolhos, as fechaduras e as chaves. O negro, nigredo alquímica, a fuga da luz, o falso beijo, a traição, a tocaia, as heranças, os legados, os cemitérios, o complexo anal, a educação esfincteriana (hostilidade, autonomia, obediência),
OSWALDO   GOELDI  -  1895 - 1961
tendências fáusticas, possessividade, ciúme, um eterno doente? Mais males psíquicos que orgânicos? Inchaços e hidropisias, hidroceles, varicoceles, orquites, tumores humorais, reumatismos de natureza infecciosa, fimoses, vaginismo. O triunfo do yin sobre o yang, o domínio das forças noturnas, a morte da matéria (exílio de Vênus e queda da Lua), o inimigo da carne, o sarcófago. Um individualista feroz, irritado, incômodo, refratário aos costumes (Libra)


Sagitário – quadril, coxas, fígado, fêmur, ácidos graxos, músculos, nervo ciático, região sacral, região glútea, sistema muscular, distensões, obesidade, esclerose, gordura abdominal, displicência, inquietação, exagero, desdém, propensão a cargas físicas, otimismo, jovialidade, entusiasmo, moral libertária, negligência, busca de aventura, nomadismo, desafios, inconstância, viagens, ligar o próximo ao distante, jovialidade, doutrinação, órgãos supranumerários (sexto dedo, dupla dentição, três rins, palmatura

etc.), gordura, problemas circulatórios, fenômenos congestivos de ordem hepática, função biliar perturbada, disfunções tireoidianas, ateromas obliterantes, pancreatites, Kiron e suas artes, peregrinação, nomadismo, heresias, mania de doutrinação; franqueza, filosofia, investigação religiosa, imprudência, evangelismo, quixotismo, inclinação para o jogo.


Capricórnio – Cabelos, pele, joelhos, rótula, tíbia e perônio, metabolismo do cálcio, melanina, juntas, eczemas, erisipelas, alergias de pele, deformações das unhas e dos ossos, reumatismos, pessimismo, rigidez, secura, egoísmo, disciplina, sistema esquelético, ritmo biológico lento, sedentarismo, retardamento das trocas energéticas, racionalidade defensiva, desconfiança, caráter reservado, aversão a contactos físicos, perseverança, materialismo, concentração atenta, moral conservadora, complexo de Cronos, complexo de Isaac, impulsos controlados, concentração no trabalho, montanhas, afetividade tímida e solitária, cautela, serenidade estoica, carência afetiva, celibato, autoridade

implacável, paciência tensa, força de trabalho, mesquinhez, ditadura, burocracia, introversão, economia vital, velhice, cronicidade, esterilidade, neurastenia, aspiração de atingir o cimo, Makara, Licorne, cabra montanhesa, fatalidade, frieza emocional, fleugma, paratireoide, ascetismo, esforço solitário, frugalidade, poliomielite, velhice fecunda, lugares solitários, transtornos digestivos, a não-atividade aparente. 



Aquário – pernas, tornozelos, sistema vascular e nervoso, neurônios, neuro-mentalidade, tíbia e perônio, transmissão elétrica (sinapse), a hipófise ou pituitária, pequenos vasos sanguíneos, histeria, circulação do sangue, veia safena interna, problemas nervosos, epilepsia, varizes (pernas), movimentos físicos involuntários, tremores, câimbras, fibrilações, acidentes, convulsões, herpes, rebeldia, inconstância, excentricidade, insubordinação,  propensão  a   perturbações   humorais   e   quedas




súbitas de resistência, incongruência, independência, vida comunitária, pensamento humanitário, idealista, hábitos imprevisíveis, engenhosidade intelectual, inventividade, falta de realismo, libertação do material, aspiração à vida natural, fuga dos padrões convencionais, espírito aventureiro, amante dos ismos (futurismo, modernismo, neologismo, dadaísmo, concretismo, cubismo etc), promiscuidade, utopia, afinidades eletivas, comensalidade, progressista, tecnologia, idealismo, ideias cosmopolitas, anarquia, associações indiscriminadas, entusiasmo, espasmos, anginas do peito, ateromas (depósitos colestéricos e graxos que diminuem o diâmetro dos vasos sanguíneos; com o Sol, a aorta; com Júpiter e o Sol, a artéria coronária; com Marte, a artéria cerebral; com Júpiter, artéria femural etc.).


Peixes – pés, sistema glandular linfático, tarso e metatarso, falta de vitalidade, anemia, males psíquicos, deformações nos pés, tumores, alcoolismo, intoxicações, alergias, estados comatosos, catalepsias, predisposição às infiltrações, pleurisia, infecções dos brônquios, tuberculose, tudo o que é produzido pelo abuso de drogas, do fumo e de medicamentos, simulação, compaixão, socialismo, impressionismo, surrealismo, mistificação, mediunidade, brumas e névoas, a fusão sem pedir nada, o mundo das grandes

provas 
(hospitais, asilos, presídios, creches, manicômios, internações prolongadas), o mundo da graça, do sonho, do romance, complicações hepáticas, hidroterapia, transtornos alérgicos, doença como refúgio, vampirismo, resfriados, rinofaringites, descontroles da imaginação, anjo salvador, sensação de estar à deriva, hipersensibilidade, espiritismo, dilúvio, caos, fecundidade descontrolada, passividade, sacrifício do eu, indiferenciação, escapismo e evasão, complexo de fuga, TOC, hipocondria, interesse exagerado por questões de saúde, diagnósticos difíceis, pés como porta de entrada de doenças, males imaginários, amar é socorrer, piedade ou masoquismo, humilhações, telepatia, clarividência, messianismo salvador.